Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005

Resumo da aula teórica nº 9 de 6 de Dezembro de 2005 - Max Weber e a metodologia qualitativa

Max_Weber.jpg

•     Universidade do Minho

•     Curso de Sociologia – 1ºano - Metodologia das ciências sociais – Docente: José Pinheiro Neves

•     Resumo da aula teórica 9 de 6 de Dezembro de 2005 (3ªs, 14h – 16h – A3 – Comp. 1).

•     Nesta aula, iremos deixar para trás  os debates sobre a ciência entrando no debate em torno duma questão simples que pode ter quatro respostas: como é que os sociólogos definem a ciência social?

•     Solução 2 – A ciência social caracteriza-se por ser de um tipo especial adoptando em parte esse modelo da ciência empírica e sendo, por outro lado, subjectiva – Weber, Simmel (parcialmente), Giddens e Bourdieu.

•    Sumário:

•    1. Biografia

•    2. Princípios gerais da obra de Weber

•    3. A noção de tipo-ideal

•    4. A sua principal obra de investigação: “A ética protestante e o espírito do capitalismo”

•    5. Potencialidades e limites da solução de Weber

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•     1. Biografia  (ver: http://es.wikipedia.org/wiki/Max_Weber)

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•      Maximilian Weber ou Max Weber, sendo um dos fundadores da Sociologia Alemã, estendeu os seus estudos, trabalhos e obras a outras áreas tais como  Economia, Direito, Filosofia e História Comparada.

•      Nasceu em 1864 em Erfurt, de uma família rica e instalada na burguesia protestante alemã e faleceu em 1920. O pai foi um jurista e alto funcionário público.

•      Realizou estudos superiores em Heidelberg 1882, Berlim 1884.

•      Doutorou-se em História  do Direito em 1892.

•      Devido a doença nervosa interrompe a carreira universitária entre 1898 e 1903.

 •      Da enorme obra de Max Weber pode-se registar:

•       ensaios sobre o método das ciências sociais; sociologia das religiões e a sua relação com a economia;

•      obras sobre a história, economia e as suas relações;

•      artigos de imprensa e textos de circunstância.

 

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•    2. Princípios gerais da obra de Weber

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O pensamento de Max Weber só pode ser entendido como uma das vozes emergentes, bastante original, no debate filosófico na Alemanha em finais do século XIX, que era atravessado pelo seguinte dilema:

 

•     de um lado, os defendiam ser a história e os processos sociais explicados por regularidades nomotéticas que permitiam uma análise científica;

•     do outro, os que pensavam a história e os fenómenos sociais como uma adição de fenómenos únicos e individualizados (a opção ideográfica).

 

 

•    Weber, inspirado em Kant, sugere-nos o ideal-tipo como solução para o debate entre uma ciência social individualista e particular (na linha duma história descritiva) e uma ciência social positivista demasiado nomotética, preocupada, na linha por exemplo do marxismo, em descobrir leis gerais científicas.

•    Para Weber, a solução passaria pela formulação de tipologias ideais que funcionariam simultaneamente como elementos com carácter nomotético, sendo por isso aplicáveis a múltiplas situações concretas. Também teria características ideográficas, pois seria uma tipologia baseada em situações históricas, em espaços de tempo determinados.

 

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•     3. A noção de tipo-ideal

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•      Weber é um ponto de partida, tal como afirma Julien Freund: “embora muitos universitários alemães tivessem seguido os cursos de Weber, não existiu propriamente uma escola weberiana tal como se fala de uma escola positiva, marxista, fenomenológica, etc. mesmo nos nossos dias, não existem, por mais que isso seja dito, “autênticos” weberianos.

•      Isso deve-se ao carácter não sistemático do seu pensamento que é mais um pretexto para a interrogação e a reflexão do que uma doutrina que dariam ligar a uma luta entre ortodoxos e heterodoxos. A influência que ele continua a exercer cada vez mais não é a de um mestre mas antes a de um herói lendário do pensamento” (Freund, 1968: 116).

 

•      Na verdade, em Max Weber podemos encontrar um primeiro esboço do que é a sociologia, esboço esse desde logo atravessado por uma hesitação. Pelo facto de ser um dos primeiros, constitui e delimitou um campo de pensamento, de possíveis. Considero ¾ é a tese que defendo ¾ que este autor não apresenta um conjunto articulado, uma posição totalmente coerente.

•      Mas esta hesitação, todavia, constitui uma das riquezas teóricas em Weber: permite-nos encarar a sua tentativa como uma formulação possível. Veremos, nesse momento sentido, a partir de um dos seus textos principais, até que ponto a sua noção central de tipo-ideal poderá ser entendida mais como ponto de partida do que ponto de chegada.

 •     A noção de ideal – tipo ainda está impregnada pelo debate neokantiano em torno das diferenças entre as ciências da cultura e as ciências da natureza.

 •      Segundo ele, o mundo conceptual nunca poderá dar conta do mundo real, mas apenas fornecer bons utensílios para o compreender, tanto na sua lógica recorrencial e repetitiva, como na sua dimensão mais idiossincrática.

 •      Embora retirando uma carga analógica forte ao tipo – ideal, Weber ainda partilha da crença na lógica especular dos conceitos (lógica da descoberta). Reduzindo na medida do possível o seu alcance, continua, ainda que de uma forma hesitante, a colocar-se no campo que advoga a possibilidade analógica da ciência social.

•      No entanto, a contribuição weberiana, na sua ambiguidade, apresenta algumas nuances, talvez devidas à influência de Nietzsche, que a afastam de uma leitura única.

 

•      Vejamos em seguida como esta hesitação, enquanto virtualidade real aberta a outros possíveis, atravessa a sua escrita. Se a saída weberiana se assemelha muito a um ponto de vista neokantiano, atravessando por um fito epistemológico, Weber não pode, no entanto, ser reduzido a um mero reprodutor dessas teses filosóficas. Há nele uma inquietação que o leva a aventurar-se por terrenos pouco percorridos na sua época.

•      Mais concretamente, sugiro que Weber não se deixe encerrar nas velhas dicotomias filosóficas, nomeadamente as kantianas, aproximando-se assim de outras teses. Por isso, aplicando de uma forma reflexiva o método de Weber ao seu conceito de ideal – tipo irei apresentar uma perspectiva que, a ser coerente, terá validade. Com esta intenção, farei uma leitura de um ensaio escrito por Weber em 1904 e que reflecte no essencial a sua forma de pensar acerca da questão epistemológica (Weber, 1965 [190]).

 

•      Weber pretende responder, nesse texto, a dois tipos de questões que atravessam o conhecimento do social.

•      1 - Em primeiro lugar, saber “qual a validade dos juízos de valor que um investigador formula ou que um escritor utiliza para fundar as suas propostas de ordem prática? E em que medida tais valorações continuam a manter-se no terreno da ciência, se atendermos a que a característica dominante do conhecimento científico deve ser procurada na validade “objectiva” dos seus resultados, considerados como verdades?

 

•     2 - A partir daqui, decorre uma segunda pergunta mais importante:

 

•     "em que sentido existem “verdades objectivamente válidas” no âmbito da vida cultural?” (Weber, 1965: 120 – 121).

 

 

•      Relativamente ao primeiro problema, a resposta de Weber é clara: não se deve misturar as valorações em relação ao entendimento e ao sentimento. No entanto, para Weber as valorações não são encaradas como algo negativo.

 

•      Apenas deve ser diferenciado o papel do cientista que reflecte, do papel do homem de acção.

•      Já em relação à segunda questão, a posição de Weber não é assim tão evidente sendo, por isso, objecto de uma reflexão mais aprofundada.

•      Há uma sua afirmação que me obrigou a repensar este problema:

•     “não existe qualquer análise científica “objectiva” da vida cultural ou das manifestações sócias, que seja independente de determinadas perspectivas especiais e parciais (…). A razão para tal deve-se ao carácter particular do objecto do conhecimento de qualquer trabalho das ciências sociais”.

•      Mais à frente, o autor esclarece-nos um pouco mais:

 

•     “nas ciências sociais, trata-se da intervenção de fenómenos mentais, cuja compreensão revivescente constitui uma tarefa especificamente diferente da que poderiam ou quereriam levar a cabo as fórmulas do conhecimento exacto da natureza” (Ibid.: 152-153 e 156).

•      Poder-se-ia pensar, à partida, que Weber pouco acrescenta ao debate filosófico da época, visto que opta por acentuar o carácter hermenêutico das ciências da cultura, por oposição às ciências da natureza.

•       Não obstante, uma maior atenção revela-nos algo surpreendente para a época, visível, por exemplo, nesta sua afirmação:

•      “Apesar de tudo, tais diferenças (entre as ciências da natureza e as ciências da cultura) não são tão categóricas como à primeira vista poderia parecer” (Ibid.: 156).

•      Tudo isto indica que Weber pretende, no mínimo, repensar a dicotomia clássica entre as ciências da cultura e as ciências da natureza ¾ uma espécie de Tratado de Tordesilhas.

•      No entanto, parece-me evidente que, tendo em conta os condicionalismos históricos, esta ideia assume necessariamente um aspecto ainda latente e contraditório.

•      De facto, a leitura das suas considerações sobre a ciência exacta mostra-nos que, ao contrário de algumas leituras posteriores, Weber não estava a adoptar uma posição de tipo conciliatório, ou seja, tentando mostrar que havia aspectos objectivistas, nomotéticos, que poderiam ser uma face das ciências da cultura.

•     Pelo contrário, Weber sugere, talvez de uma forma ainda um pouco incipiente, que as ciências da natureza, tal como as ciências da cultura, são também perspectivas parciais. Diria que a posição de Weber se assemelha muito a uma atitude agnóstica (ver a solução quatro a discutir no fim da segunda parte do programa).

 

•      Já faz sentido, agora, a frase enigmática referida atrás. Na verdade, posso agora repetir com outra ênfase a frase ambígua de Weber: as diferenças entre as ciências da natureza e as ciências sociais não são tão categóricas como, à primeira vista, poderia parecer.

•      Esta ambiguidade não se limita apenas à definição da sociologia. Outras afirmações de Weber parecem dar conta de uma consciência difusa de novos problemas.

•      Quando ele define a compreensão como algo revivescente, está a situar este fenómeno no fluxo da própria vida. Voltemos a essa ideia de reviver. Trata-se de vivências já passadas às quais são atribuídos significados. São fenómenos mentais. Memórias.

•      Apesar de Weber não desenvolver mais este argumento, poderíamos avançar com um desenvolvimento mais teórico em que a questão da memória passasse a ser um nó central do seu pensamento (foi esse o desenvolvimento de Henri Bergson).

•     Weber parece estar consciente, pelo menos em parte, das dificuldades do terreno que pisa. É significativa a forma como ele caracteriza o seu pensamento, como uma tentativa, sublinho tentativa: “todos estes sistemas de pensamento (…) não passam de tentativas para conferir uma ordem ao caos dos factos que incluímos no âmbito do nosso interesse” (Ibid.: 203).

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4. A sua principal obra de investigação: “A ética protestante e o espírito do capitalismo”

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•    Resumo do livro:

•    A ética protestante e o espírito do capitalismo [1903] (o livro está disponível, em espanhol, no site: http://members.tripod.cl/apuntesdesociologia/index-12.html)

 •     Extraído de: http://es.wikipedia.org/wiki/La_%C3%A9tica_protestante_y_el_esp%C3%ADritu_del_capitalismo

•     [3 de Dezembro de 2005]

•      La ética protestante y el espíritu del capitalismo

•      De Wikipedia, la enciclopedia libre.

  

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•     Recensão de :

•      DISSELKAMP, Annette. 1994. L'Éthique Protestante de Max Weber. Paris: Presses Universitaires de France. 217 pp.  Por Emerson Giumbelli - Doutorando, PPGAS-MN-UFRJ

•        In http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93131997000100008 [15 Maio de 2005]

•   Neste livro, a autora efectua  a

“reconstrução detalhada do argumento de Weber no seu livro Ética Protestante e o espírito do capitalismo"

 

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•    5. Potencialidades e limites da solução de Weber

 

•      Será pois interessante ver, se não existem duas faces em Weber:

•      de um lado uma atracção kantiana pelo modelos das ciências da natureza, devido, talvez, à sua formação de base em Direito (trata-se de encontrar modelos lógicos, causalidades simples e, até certo ponto, mecânicas).

•      E, do outro, a face mas atraída pela filosofia de Nietzsche, pelo carácter construído e contingente dos sentidos que damos ao mundo, às nossas vivências. Esta última face tende a dever muito o perspectivismo de Nietzsche, um dos poucos autores que é explicitamente citado e elogiado por Weber.

 

 

 

•      A tradução sociológica posterior desta hesitação de Weber tendeu, na grande maioria dos casos, com algumas excepções, a limitar o seu alcance.

•      De facto, talvez nesta interpretação da hesitação de Weber, que esquece estas pequena nuances, se situe a base que daquilo que Boaventura Sousa Santos (1989: 58) designa por dualismo epistemológico.

 

 

 

•     Dito de outra forma ¾ as palavras de Weber, atrás citadas, poderão ter duas interpretações com efeitos muito diferentes.

•      Uma primeira será dizer que as ciências da cultura se aproximam bastante das ciências da natureza visto que as duas efectuam a necessária distinção entre o objecto empírico e o objecto teórico.

 

 

 

•      No essencial, a preocupação, em criar um conhecimento analógico, que atravessa as ciências da natureza, a astronomia por exemplo, não é diferente do que se passa nas ciências culturais. A partir daqui está aberto o caminho para a aplicação de uma solução do tipo bachelardiano (e também de Durkheim) de ruptura com o senso comum (Silva, 1986: 29-53).

 

 

 

•      No entanto, haveria uma outra possibilidade: o movimento não iria no sentido de aproximar a sociologia do modelo da astronomia, sendo este ponto de referência, mas sim efectuar o movimento contrário.

•      As duas interpretações, à primeira vista, não parecem muito diferentes. No entanto, as consequências, na prática da sociologia, foram relevantes.  

•     

 

 

•      Como veremos à frente, Georg Simmel e Alfred Schütz tornarão clara esta hesitação weberiana.

 

 

 

 

•     Bibliografia fundamental

•      Freud, Julien (1968), “Introduction”, in Weber, Max, Essais sur la théorie de la science, Paris, Plon.

•     Ritzer, George (1993), Teoría Sociológica Clásica, Madrid, McGraw-Hill.

•      Santos, Boaventura de Sousa (1989), Introdução a uma ciência pós-moderna, Porto, Afrontamento, p.58

•      Simmel, George, (1977), “El problema de la sociologia”, in Simmel, George, Sociologia 1. Estúdios sobre las formas de socialización, Madrid

•      Weber, Max [1965(1904)], “L’objectivité de la connaissance dans les sciences et la politique sociales », in Essais sur la théorie de la science, Paris, Librairie Plon [Trad. Portuguesa : Weber, Max (1979), Sobre a teoria das ciências sociais, Lisboa, Editorial Presença].

 

Quarta-feira, 21 de Abril de 2004

"Constructivismo Social, Hermenéutica y la Sociología del Conocimiento" - Artigo de um sociólogo ale

Constructivismo Social, Hermenéutica y la Sociología del Conocimiento
Bernt Schnettler

Resumen:
El hecho de que la sociología del conocimiento se uniera con la hermenéutica es una de las particularidades de la sociología alemana. La así denominada "sociología hermenéutica del conocimiento" está fundamentada en una tradición de ciencias sociales de expreso carácter centroeuropeo, basada a su vez en la tradición humanística, orientándose igualmente en base al análisis empírico. Partiendo de la teoría de WEBER, la "sociología hermenéutica del conocimiento" recibió su fundamentación fenomenológica por medio de SCHÜTZ y su perfil como sociología del conocimiento por medio de BERGER y LUCKMANN. El objetivo de la "sociología hermenéutica del conocimiento" es la reconstrucción de las "construcciones sociales de la realidad". Aquellos que representan esta corriente sociológica comparten la convicción de que una teoría "pura", desvinculada de la investigación empírica, carece de justificación epistemológica. Acorde a su convicción, los autores expresan un profundo escepticismo frente a cualquier aspiración de establecer una teoría general ahistórica de las ciencias sociales. Por ello se explica la urgente necesidad de continuar con la reflexión sobre las bases epistemológicas, la metodología y los métodos de investigación social a seguir. Las diversas contribuciones en el libro tratan de esclarecer los hechos y potenciar con ello el progreso de la disciplina. Según la opinión de los editores del libro se puede concebir la "sociología hermenéutica del conocimiento" como un escepticismo metódico hacia cualquier pretensión de un "conocimiento positivo". Éste pretende provocar un "desencantamiento de las construcciones sociales de la realidad", incluyendo una autocrítica dirigida contra las construcciones propias de los sociólogos. La concepción y práctica científica adoptadas por la "sociología hermenéutica del conocimiento" son de decidido carácter cooperativo, enfatizando el trabajo en equipo – sin llegar, sin embargo, a un colectivismo opresivo – presentándose como una forma de trabajo adecuada para afrontar con éxito los importantes retos que se le avecinan a las ciencias sociales. Tanto su pluralismo interno, su interés y disponibilidad en cooperar con otras corrientes teóricas, como también su capacidad para destapar las causas que llevan al sin sentido social, constituyen destacadas ventajas de la "sociología hermenéutica del conocimiento" frente a otras tradiciones de análisis sociológico más herméticas.

Palabras clave: metodología, métodos, teoría, ciencias sociales, "Sociología Hermenéutica del Conocimiento"


Citação bibliográfica completa:
Schnettler, Bernt (2002, Junho), "Constructivismo Social, Hermenéutica y la Sociología del Conocimiento", Recensão de: Ronald Hitzler, Jo Reichertz & Norbert Schröer (Eds.) (1999). Hermeneutische Wissenssoziologie. Standpunkte zur Theorie der Interpretation [Sociología hermenéutica del conocimiento. Aspectos de una teoría de la interpretación] [10 parágrafos]. Forum Qualitative Sozialforschung / Forum: Qualitative Social Research [On-line Journal], 3(4). Disponível em: http://www.qualitative-research.net/fqs-texte/4-02/4-02review-schnettler-s.htm [data de acesso: 2004, Abril, 20]

Para ver este artigo completo, siga esta ligação na internet:
http://www.qualitative-research.net/fqs-texte/4-02/4-02review-schnettler-s.htm

Quem é o autor? [se tiverem dúvidas podem enviar-lhe um e-mail]
Bernt SCHNETTLER, M.A., nació en 1967, estudió Sociología y Psicología en la Universidad de Constanza, Filosofía e Hispanística en Madrid. Actualmente trabaja como personal docente en la Universidad de Constanza (Alemania) y en la Universidad de St. Gallen (Suiza). Campos de investigación: sociología de la religión, sociología de la organización, métodos cualitativos de la investigación social.

Contacto:

Bernt Schnettler

Fachbereich Geschichte und Soziologie Universität Konstanz D-78457 Konstanz

E-mail: bernt.schnettler@uni-konstanz.de

Terça-feira, 23 de Março de 2004

Quadro resumo dos autores clássicos em Sociologia

Quadro resumo dos percursores e fundadores da Sociologia

[baseado em: Raymond Aron, Les étapes de la pensée sociologique, Paris, Gallimard, 1967]

Nome

Principais obras e ano de publicação

Principais conceitos

Montesquieu

(Charles de Secondat, Baron de La Brède)

(1689-1755)

► Considerações sobre as causas da grandeza dos Romanos e da sua decadência (1734).

► Do espírito das leis(1748).

 

Filosofia política. Tipologia dos regimes. Teoria da decadência. Crítica do despotismo e da monarquia absolutista. Uma definição célebre: "As leis, no seu sentido mais amplo, são relações necessárias que derivam da natureza das coisas".

Comte

(Auguste)

(1798-1857)

► Curso de filosofia positiva (1830-1842).

► Discurso sobre o espírito positivo (1844)

► Sistema de política positiva ou Tratado de Sociologia instituindo a Religião da Humanidade (1851-1854).

Ordem social. Lei dos três estados. Positivismo. O mundo físico e a história humana mostram-se directamente àquele que "sabe". Perspectiva evolucionista.

Marx

(Karl)

(1818-1883)

► Miséria da filosofia (1847).

► Manifesto do Partido Comunista (1848).

► O dezoito brumário de Luís Bonaparte (1852).

►O Capital. Crítica da economia política (1867).

Materialismo dialéctico. Teoria do valor-trabalho, da mais-valia e da alienação. Luta de classes, modos de produção. Historicismo.

Tocqueville

(Charles Alexis Clérel de)

(1805-1859)

► Democracia na América (1835)

► O Antigo Regime e a Revolução (1856).

Teoria da democracia pluralista. Reflexões sobre “a igualdade de condições”. Método comparativo.

Durkheim

(Émile)

(1858-1917)

► Divisão do trabalho social (1893)

► As regras do método sociológico (1895).

► O Suicídio, estudo sociológico (1897).

► As formas elementares da vida religiosa (1912).

 

 

Teoria do facto social. Determinismo: «cada um de nós acredita que obedece apenas a si mesmo, mas não passa de um boneco submetido às forças colectivas». Princípio da diferenciação (da solidariedade mecânica à solidariedade orgânica). Problemática da integração (e da anomia).

Pareto

(Vilfredo)

(1848-1923)

► Os Sistemas socialistas (1903).

► Manual da economia política (1906).

► Tratado da sociologia geral (1916).

►A Transformação da Democracia (1921).

Tema da circulação das elites. Classificação dos diferentes tipos de acção. Colocação em evidência dos resíduos e das derivações. Teoria das ideologias.

Weber

(Max)

(1864-1920)

► A ética protestante e o espírito do capitalismo (1920).

► O cientista e o político (1921).

► Economia e sociedade (1922).

► Ensaios sobre a teoria da ciência (1922).

Ética da responsabilidade e ética da convicção. Tipo-ideal. Individualismo metodológico. Estudo do processo de racionalização. Análise da burocracia, das seitas protestantes, do profetismo, da modernização.

Simmel

(Georg)

(1858-1918)

► Os problemas da filosofia da história. Um estudo de epistemologia (1892).

► Filosofia do dinheiro (1900).

► Sociologia (1908).

 

Sociologia «formal». Uma ideia central: a do relativismo. Conceito de interacção. Crítica das interpretações «realistas». Campos de interesse muito diversos: moda, arte, segredo e fidelidade.

In Gilles Ferréol e outros, Exercices d’analyse sociologique, Paris, Armand Colin, 1992, p. 9

Traduzido por Sílvia Poças (aluna do 1º ano do Curso de Sociologia – Universidade do Minho)

23 de Março de 2004                                                                                                  

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