Quinta-feira, 31 de Março de 2005

Avaliações de Janeiro de 2005

Resultados da avaliação do teste de 24 de Janeiro de 2005                                  


Número           Nome                         Av.


43940  Ana Carina da Silva Castedo   R


43916  Ana Carina Ferro Moutinho    


42258  Ana Catarina dos Santos Dias  10


38828  Ana Filipa da Silva Vasconcelos          17


43909  Ana Margarida Fernandes Ferreira      R


44385  Ana Maria Machado Delgado  R


43905  Ana Sofia Lopes Fernandes da Silva    10


43895  Ana Sofia Silva Vieira 


44659  Anabela de Jesus Esteves        12


44287  Andreia Cristina da Silva Lourenço     


43928  Andreia Filipa Almeida Pereira 10


43929  Andreia Filipa Barbosa de Oliveira      12


43935  Andreia Filipa Matos Vieira     18


44669  Andreia Maria Machado do Vale        R


43944  Andreia Sofia Barbosa Ferreira de Lima          10


43934  Ângela Filipa da Cruz Rodrigues         


43927  Ângela Maria Pinto Cunha       14


43936  Ângela Maria Teixeira de Sousa          R


42171  Ângela Marina Coutinho e Silva           10


43937  Ângela Martinho Emílio            13


43938  Ângela Patrícia Ribeiro de Sousa        


43943  António Gonçalves Pires          R*


43908  António Pedro Meneses da Silva Alves           16


44670  Bruno Manuel Braga Ferreira   R


44664  Carla Cristina Ferreira Rodrigues         14


41222  Carla Sílvia Pereira Antunes    


44272  Carlos Alberto Silva da Rocha R


31649  Carlos Duarte Miranda da Silva          


43919  Carlos Figueiredo Vilela da Silva         R*


44324  Cátia Beatriz Santos da Silva   R


25251  Célia Diana Ferreira de Carvalho        


44665  Célia Goretti Tomada Esteves Peixoto R


44426  Cheila Cristina da Cruz Pinto   18


44209  Cidália Lemos Torres   12


44672  Deolinda Manuela Pereira Gomes       


41502  Diana da Cunha Borges          


44674  Diana Gabriela Mendes Pimenta          R*


43917  Edna Filipa de Almeida Martins           15


43915  Élia Marina Ribeiro Gonçalves R


43933  Eliana Maria Brites Soares       R


35403  Emanuel Fernando Miranda Tavares   


43942  Fábio Bruno César Silva          10


43393  Faustino Afonso José Pinto     


43901  Filipa Daniela da Gama Lobo Rebelo Fernandes         18


38315  Gonçalo Manuel Marinho de Oliveira Fernandes        


44179  Hélder de Jesus Gonçalves de Sousa   R


43897  Jaime Barroso Martins 15


43906  Joana Maria Ventura Sousa Brandão Pinho     R


43930  João Filipe Afonso Estrela dos Reis Simões     12


43912  João Martinho de Almeida Martins      16


38356  José Pedro Sá Pereira da Silva            D


41108  Juliana da Rocha Alves           


43923  Juliana Mesquita Zerio R


44660  Lígia Alexandra Figueiredo Fernandes R


44292  Liliana Isabel Mendes Vilarinho           R


43925  Ludovina Marlene Lima Ferreira          R


43921  Luís Filipe Magalhães Andrade            R*


43894  Luzia de Oliveira Pinheiro        18


44662  Mafalda Silva Oliveira  18


44671  Marco André de Jesus Campos           R


41463  Maria da Glória Leite de Araújo         


44130  Maria de La Salete Salgado Sampaio  R


26345  Maria Elisabete Pereira Ribeiro           


44199  Maria Elvira Carvalho Coutinho           10


43931  Maria Gabriela Félix Costa Albuquerque Oliveira        R


44252  Maria Jacinta Barroso Rodrigues         14


43913  Maria João Gonçalves de Oliveira       10


44429  Maria José Ferreira da Rocha das Neves Martins       


43926  Maria Manuel Ventura Sousa Bessa Marques  12


43920  Maria Odete da Costa Carvalho          14


43924  Mariana de Castro Carreira     10


44663  Mariana Henriques da Costa    R


43910  Mariana Raquel Monteiro da Silva Adães        14


43326  Marlene Maria Costa Silva      R


44214  Marta Raquel Gomes Peixoto  R


44667  Marta Sofia Rodrigues Ferreira            R


43899  Natália Carina Gonçalves Rodrigues    R


44666  Nuno Filipe Freire Martins Pinheiro     R


39019  Paula Cristina Babau Fernandes           12


44673  Paula Cristina Sousa Cardoso  D


33864  Paula Sofia Alfacinha Muacho 


42173  Pedro Gonçalo Fernandes Nelhas Silva           R


43314  Ricardo Jorge Rodrigues Leal Ferreira R


29732  Roberto Carlos Pereira Andrade        


43918  Rosa Adriana Dias da Silva      R


44342  Rosa Alice da Silva Lopes Magalhães  R


21309  Rui Pedro Samarão Pinheiro   


44253  Sandra Maria Dias da Costa    R


43900  Sónia Isabel da Costa Ribeiro  R


43896  Susana Alexandra Costa Dias  10


43903  Susana da Costa Pontes         


44160  Telma Cristiana Alves Fernandes         R


42256  Vânia Daniela Oliveira Almeida            R


40380  Vânia Helena Lopes Correia    R


43911  Vera Lúcia Marques de Oliveira          15


44661  Vera Mónica Carvalho da Costa         R


43941  Vera Patrícia da Rocha Conceição Rodrigues  R


43898  Vítor Hugo da Costa Andrade R


41479  Vítor Hugo Miranda Gramoso 10


44668  Vítor Hugo Monteiro Campos Silva     14


43902  Vítor Manuel Salgado Vaz       12


44700  Rute Isabel de Castro Teixeira R  


Nota: R significa que o aluno não atingiu os objectivos mínimos de formação. D significa que desistiu.


 


* Estes alunos devem contactar o Docente.                

Terça-feira, 29 de Março de 2005

A motivação e a autoconfiança - Um artigo de Nuno Crato sobre como se deve motivar os alunos.

A motivação e a autoconfiança

Nuno Crato

Discute-se há muito em pedagogia qual o papel da motivação e da autoconfiança. Há uma corrente que pretende explicar o insucesso escolar pela falta de motivação dos estudantes. Apenas. De onde deduz que bastaria motivar e moralizar os alunos, pois assim eles acabariam por aprender.

A ideia é simples e entra facilmente no senso comum. «Pois é... eu quando estava na escola não gostava de matemática e foi por isso que chumbei. Mas houve um ano em que tive um óptimo professor e então tive uma nota razoável», diz-se frequentemente. Parece irrefutável, mas se pensarmos um pouco vemos que as coisas são capazes de ser mais complexas. Não se aprende porque não se está motivado ou não se está motivado porque não se consegue aprender? Se calhar, o tal bom professor limitou-se a trabalhar melhor a matéria e, percebendo-a finalmente, o aluno passou a apreciá-la, a estar mais motivado e a ter mais autoconfiança.

Os estudos estatísticos mostram que o domínio das matérias escolares está correlacionado com a motivação e a autoconfiança, mas fica-se sem saber qual é a variável que causa a outra. Os pedagogos equilibrados tentam motivar os alunos ao mesmo tempo que os levam a trabalhar e compreender as matérias, sabendo que é este último objectivo que é fundamental. O dogmatismo de alguns teóricos da pedagogia, contudo, põe a tónica unicamente na motivação - todo o insucesso se explicaria pelo desinteresse dos estudantes.

Foi certamente este dogmatismo que levou a escrever no programa oficial do 1º ciclo (1990): «A tarefa principal que se põe aos professores é conseguir que as crianças, desde cedo, aprendam a gostar de matemática». Parece ser apenas uma declaração de boas intenções, mas percebe-se o erro: se o essencial é que as crianças gostem da matéria, então todo o ensino deve estar dirigido para coisas que divirtam os alunos; as matérias e a aprendizagem passam para segundo plano.

Este velho debate começa a ser resolvido pela experiência. E pela ciência, nomeadamente pelos estudos estatísticos feitos pelos psicólogos experimentais, que há quase uma dezena de anos têm vindo a analisar directamente este problema. Um desses trabalhos, elaborado por quatro psicólogos norte-americanos e canadianos ao longo dos últimos anos, acaba de merecer as honras do «Scientific American» (292-1, págs. 70-77).

Numa tentativa de avaliar se a autoconfiança conduz a bons resultados académicos, os investigadores estudaram milhares de estudantes do ensino secundário e verificaram que a correlação entre a autoconfiança e os resultados posteriores é extremamente pequena, na ordem dos 10%. Em contraste, a correlação entre a aprendizagem num ano e os resultados em anos posteriores é muito elevada, quase 90%, o que leva a concluir que a preparação académica é factor decisivo para o sucesso. Afinal, nada que o bom senso não tivesse previsto.

Mas talvez o resultado mais curioso seja a descoberta dos aspectos negativos da autoconfiança. Comparando estudantes que receberam mensagens destinadas a motivá-los com estudantes que receberam mensagens destinadas a responsabilizá-los, os investigadores chegaram à conclusão que os primeiros tendem a desmotivar-se sempre que obtêm maus resultados e que os segundos, na mesma situação, tendem a assumir responsabilidades e a melhorar o seu estudo. Mais importante ainda: os segundos adoptaram estratégias de controlo do seu trabalho e obtiveram, em média, melhores resultados. Surpreendente? Talvez não.

 

Nuno Crato

in Expresso, nº 1689, Revista Única, 12 de Março de 2005, p. 99

 

 

 

As avaliações da disciplina serão colocadas neste Blog no primeiro dia de aulas após as férias da Páscoa.

Um mail com uma pergunta:

"Para quando a saida das notas? O 'people' está ansioso. Boa Pascoa."

Obrigado.

Está mesmo complicado... Vou tentar colocar as avaliações no blog da disciplina no primeiro dia de aulas.

José Pinheiro Neves
Segunda-feira, 21 de Março de 2005

...

 

Universidade do Minho


Metodologia – 1º ano de RI – 2004/05


Aulas práticas de 2 e 9 de Março de 2005 – 1º turno (14-16h)


 


Solução para um exercício de resumo extraído de:


 


Quivy, Raymond e Campenhoudt, Luc Van, Manual de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa, Gradiva, 1992, pp. 56-61


 


Resumo de um texto de Durkheim:


Émile Durkheim, O suicídio, Lisboa, Presença, 1992, pp. 135-144.


 


 



 


TEMAS


 (IDEIAS PRINCIPAIS)


 


 


TÓPICOS DESENVOLVIDOS


 


1º Parágrafo


 



 


MEIOS SOCIAIS E O SUÍCIDIO


 


 


O Suicídio é maior nos países europeus protestantes


 


 


2º Parágrafo


 



 


COMPARAÇÃO DA INFLUÊNCIA DAS


RELIGIÕES NUMA MESMA CIVILIZAÇÃO


A taxa de suicídio deve ser comparada em função da influência que o catolicismo tem sobre uma mesma sociedade


 


3º Parágrafo


 



 


ALEMANHA + PROTESTANTISMO + TAXA DE SUÍCIDIO


 


Verifica-se que na Alemanha, a taxa de suicídio tende a ser superior nas províncias com uma maior proporção de protestantes


 


4º Parágrafo


 



O CASO DA NORUEGA E DA SUÉCIA, A CONFIRMAÇÃO DA


TEORIA


 


 


Há dois países onde parece não se confirmar a tendência formulada. No entanto, devemos ter cuidado na análise dos dados fazendo comparações mais globais: a taxa de suicídios nos países nórdicos é muito superior à taxa dos países do sul


 


5º Parágrafo


 



 


A POSIÇÃO MINORITÁRIA DOS JUDEUS E A TAXA DE SUICÍDIO


A tendência para o suicídio é menor nos judeus do que nos protestantes e católicos. Há um factor específico que influência, em parte, esta tendência – a posição minoritária - leva-os a um controlo severo sobre os seus actos, diminuindo assim a taxa de suicídio


 


 


Trabalho elaborado por:



Ana Filipa Barros, nº 38385


 


 


Universidade do Minho


Metodologia – 1º ano de RI – 2004/05


Aulas práticas de 2 e 9 de Março de 2005 – 2º turno (16-18h)


 


Solução para um exercício de resumo extraído de:


 


Quivy, Raymond e Campenhoudt, Luc Van, Manual de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa, Gradiva, 1992, pp. 56-61


 


Resumo de um texto de Durkheim:


Émile Durkheim, O suicídio, Lisboa, Presença, 1992, pp. 135-144.


 



 


TEMAS


 (IDEIAS PRINCIPAIS)


 


 


TÓPICOS DESENVOLVIDOS

1)                 Influência da religião no suicídio.
1)                 A taxa de suicídio não é muito elevada nos países católicos europeus
2)                 As diferenças internas são importantes
 
2)                 Para estudar melhor este fenómeno, teremos de comparar as duas religiões na mesma sociedade

 

3)                 O suicídio na Alemanha
3)                 Em algumas províncias da Alemanha a taxa de suicídios é inferior nos Estados católicos
4)                 A hipótese (influência da religião) confirma-se
 
4)                 Na Noruega e na Suiça, países protestantes, a taxa de suicídios não é tão elevada comparando com outros países protestantes. No entanto, 
a taxa de suicídio nestes dois países é muito superior aos países do sul católicos
5)                 O carácter minoritário da religião judaica e a da taxa de suicídio
 
5)                 A taxa de suicídios dos judeus é inferior à dos protestantes e dos católicos. Uma explicação possível seria o facto dos judeus, sendo uma 
minoria, serem forçados a uma maior moralidade provocando uma menor taxa de suicídios.
 

 


Trabalho elaborado por:

Daniela Carmo
 

 


 

Sexta-feira, 18 de Março de 2005

Em que consiste o trabalho prático?

1º  Ler com atenção as fotocópias que o vosso delegado colocou na reprografia com as indicações sobre o trabalho prático (ver também o anexo a este texto).


2º Em que consiste o trabalho? O trabalho consiste em ler e fazer uma recensão [resumo] de um site que devem escolher da lista que está numa das entradas do blog.  Esta recensão não deverá ultrapassar as 5/6 páginas A4 (cada página A4 terá 30 linhas, normalmente a 1,5 Espaços Times 12). Para fazer esse resumo, deve seguir o esquema que vem no anexo a esta resposta.


3º  Onde pode obter o texto para trabalho prático? É muito simples: escolhe um dos sites indicados na lista enviando um mail para jpneves2005@yahoo.com.br com a sua escolha,. Deverá, em seguida, aguardar pela minha resposta. No caso do site/texto já tiver sido escolhido, deverá procurar outro na lista, fazendo imediatamente a sua reserva. 


4º Prazos: deve entregar pessoalmente o trabalho na 1ª ou 2ª chamada do exame ou enviar via e-mail (no mesmo prazo) para jpneves2005@yahoo.com.br sem ficheiros de imagens.


Bom trabalho!


 José Pinheiro Neves


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ANEXO -


Sugestão FICHA DE LEITURA-TIPO - recensão de um texto


1. IDENTIFICAÇÃO DO TEXTO


Exemplo de identificação: Émile Durkheim, O Suicídio: Estudo de Sociologia, 2ª Ed., Lisboa, Ed. Presença, 1977, 470 p.]


2. MATÉRIA/CONTEÙDO DO TEXTO


2.1. Género ou tipo de livro/texto:_____________________________________


2.2. Tema (resumo da ideia-mestra do texto):_______________________________


2.3. Público (ao qual se dirige o texto, que acha que poderá ficar interessado por este texto: estudantes? Professores? Sociólogos? Operários?):______________________________


2.4. Tese central (o que o autor do texto quer demonstrar: desenvolva o resumo da ideia central):_____________________ [apenas o essencial sem citações]


3. ANÁLISE EFECTUADA PELO ALUNO


3.1. Impressões a quente (impressões pessoais do aluno logo após a leitura do livro ou texto): ________________________________________________________


3.2. Contrução e conteúdo


* pontos fortes na estrutura do livro, ou seja, quais os momentos centrais que definem o texto. Faça um resumo de cada capítulo (uma página de resumo para 3/4 de texto).


* escolha as citações mais importantes colocando-as entre aspas e indicando de uma forma abreviada o autor, ano de publicação e a página onde se situa a citação do texto original. Exemplo: (Durkheim, 1977: 26): ___________________________________________________________


3.3. Apreciação (ponto de vista pessoal do aluno mas explicando o porquê. Por exemplo: quais foram os aspectos em que se sentiu convencido e aqueles em que ficou com dúvidas?):____________________________


3.4. Seguimento a dar (acções a empreender ou leituras complementares a efectuar pelo aluno para entender melhor a tese do autor): _______________________________________________________


[in Pierre Lemaitre e François Maquére, Saber Aprender, Lisboa, Publicações Europa-América, 1989, p. 85]

Quinta-feira, 17 de Março de 2005

Resposta a um e-mail com dúvidas sobre o trabalho prático

Recebi o seguinte e-mail de uma aluna do 1º ano do curso de sociologia:


"Boa tarde! Só queria tirar algumas dúvidas:


1 - o trabalho prático é para resumir o texto que escolhemos?


2 - O trabalho tem que ter a letra e espaçamento, entre
outras coisas, tal como diz lá?


3 - Quando enviarmos o mail a dizer qual é o
texto, é só dizer o autor ou é preciso indicar o site?

Peço desculpa por incomodar mas precisava de saber

Com os melhores cumprimentos

Aluna nº XXXXXX 1º ano sociologia"


 


Resposta:


Não tem nada de pedir desculpas.


 


"1 - o trabalho prático é para resumir o texto que escolhemos?"


Sim, de acordo com as indicação que foram entregues com o programa da disciplina.


"2 - O trabalho tem que ter a letra e espaçamento, entre
outras coisas, tal como diz lá?"


Sim mas com bom-senso. Mas não é totalmente obrigatório; funciona mais como uma indicação. Oais importante é respeitar as regras de citação bibliográfica: ter o cuidado de ao citar o autor indicar sempre com aspas o que se cita. E também, mesmo que não se cite, indicar sempre as páginas que estão a ser resumidas com uma citação abreviada [Exemplo: (Durkheim, 1967: 32)]. Não se esqueçam que o vosso texto poderá ser seleccionado para ficar disponível num blog de recensões de sociologia. De facto, as melhores recensões serão colocadas no blog: http://sociologia.blogs.sapo.pt


 


"3 - Quando enviarmos o mail a dizer qual é o
texto, é só dizer o autor ou é preciso indicar o site?"


Agradecia que indicassem as duas: nome do autor, título e site. E indicassem SEMPRE, em qualquer mail que me enviem, o vosso nome, número e curso.


 


Espero ter ajudado.


 


José Pinheiro Neves




Terça-feira, 8 de Março de 2005

A questão da qualidade

http://www.catedras.fsoc.uba.ar/petracci/teoricos.htm

Marco teórico sobre calidad

LA CALIDAD: INICIOS Y DISTINCIONES

El inicio: actividad privada y organizaciones industriales

El concepto de calidad arranca en la actividad privada y en las organizaciones industriales. Al analizar las etapas de desarrollo y crecimiento de las organizaciones industriales en el siglo XX, nos encontramos primero con ü empresas orientadas a la producción. El objetivo era o fabricar en grandes series y o tener stock para abaratar los costos y o mantener los precios. § Durante esa etapa, bajo la consigna de producir se trataba de fabricar productos fuertes y duraderos, controlando las fallas y arreglando piezas mal hechas. Frente a la crisis y las guerras se hizo necesario abaratar costos utilizando nuevos materiales y, también, orientándose a las ventas. ü Empresas orientadas a los clientes. ü La calidad se fue tornando cada vez más necesaria y se desarrollaron distintos sistemas para controlarla. ü Como creció la diversidad de productos y servicios, para seguir manteniendo altas producciones que aseguraran rentabilidad fue necesario orientarse a los clientes. La publicidad y el marketing fueron herramientas fundamentales en ese sentido, primero para captar clientes y posteriormente para analizar mercados, gustos, preferencias y necesidades. En ese pasaje, la calidad dejó de ser el control de cosas mal hechas para convertirse en un elemento aglutinador, tanto de las necesidades empresariales como, y principalmente, de las de los clientes. La calidad dejó de asimilarse a gasto y control. Las primeras investigaciones sobre la satisfacción del cliente señalaron que tanto los clientes satisfechos como los que no lo están influyen de manera decisiva sobre el desempeño básico de las empresas. Dutka (1994/1998: 16) enumera tres de las conclusiones a las que arribaron las investigaciones: 100 clientes satisfechos producen 25 nuevos clientes; por cada queja recibida, existen otros 20 clientes que opinan lo mismo pero que no se molestan en presentar la queja; el coste de conseguir a un nuevo cliente equivale a cinco veces el mantener satisfecho al que ya está ganado. La filosofía empresarial del Total Quality Management originada en ciertas experiencias del proceso de trabajo industrial y extendida luego a la esfera de los servicios. Es una ideología del éxito de la empresa por medio de soluciones participativas e integradoras, en base a una síntesis de mutuo beneficio entre todos los participantes en la producción: empleadores, empleados, usuarios y sociedad. Las ideas de W. Edwards Deming (1989), Joseph Juran (1974) y Philip Crosby (1982) que definen el Total Quality Management, asociadas originariamente al núcleo de innovaciones revolucionarias de la industria japonesa de posguerra, se relacionan además con una dinámica de cambios empresariales a escala mundial. Los elementos básicos del modelo de calidad total son los siguientes: 1. El cambio en las relaciones laborales ü Asignar a los trabajadores mayor autonomía en sus tareas ü Descentralizar niveles de decisión ü Alto compromiso del personal con los compromisos de la empresa ü Círculos de calidad ü Trabajo en equipo ü Importancia de las comunicaciones internas ü Satisfacción de los trabajadores con la tarea ü Mayor productividad ü Tomar en cuenta la satisfacción en el trabajo como un elemento de la calidad ü Redefinición de la gerencia en términos de liderazgo En el origen del nuevo enfoque de la calidad hay un redescubrimiento del papel del trabajador directo en el proceso productivo. Las técnicas de control estadístico que difundió Deming en Japón permitían observar las desviaciones de los estándares de calidad por fallas de la organización, tornando evidente que el elemento decisivo para el mejoramiento de la calidad era el “factor humano”. A partir de allí, el eje de innovación fue asignar a los trabajadores mayor autonomía en sus tareas y descentralizar ciertos niveles de decisión conjuntamente con un contexto de alto compromiso del personal con los objetivos de la empresa. El logro fue sustituir el anterior control de calidad al final del proceso productivo por un sistema donde cada sección y cada empleado asegura la calidad del producto en el transcurso del proceso. La primera fase de desarrollo de este modelo se basó en los círculos de calidad de los trabajadores en los cuales se discutían las necesidades del proceso productivo ya que se suponía que nadie mejor que los trabajadores para conocer las necesidades y fórmulas para optimizar el rendimiento de la tarea. Se desplegaron las potencialidades del trabajo en equipo y se puso de relieve la importancia de las comunicaciones internas. En la medida en que los trabajadores estuvieran satisfechos con su tarea, la productividad se aumentaría. En una segunda fase plantea como prioridad la concientización de los cuadros gerenciales sobre los beneficios del modelo para la organización y para sí mismos. Todo ello a fin de que conduzcan la movilización del personal de base, asignando a los empleados poder de decisión (empowerment). O sea, no se descarta la fase previa sino que se redefine a partir del compromiso del sector gerencial con ese proceso. Se afirma también que el modelo implica “producir en un ambiente de calidad de vida en el trabajo”. Otras consideraciones se refieren al desarrollo de la autoestima y el orgullo profesional, y a la remuneración equitativa, mediante un sistema salarial asociado al potencial de conocimiento, que resulte satisfactorio conforme a las pautas del modo de vida del empleado. Pero la idea predominante es que el incentivo económico tiene efectos limitados y no puede renovarse indefinidamente; en cambio, la motivación cultural – incidiendo en las actitudes- y la gratificación en el propio trabajo serían más trascendentes. Estas ideas se complementan con una política de personal promotora de la rotación de funciones y la especialización múltiple, la capacitación para tomar decisiones y la asunción de responsabilidades, la ampliación de oportunidades y la posibilidad de una carrera ascendente. 2. La incorporación del cliente ü Tomar en cuenta las opiniones de los clientes acerca de los productos y los servicios ü Demanda cada vez más diversificada y exigente ü “el poder del cliente” Así como nadie puede conocer mejor su tarea que el trabajador, nadie mejor que el cliente para conocer un producto/ servicio. En esta aseveración se asientan los estudios de evaluación de la calidad y de satisfacción del consumidor/ usuario. Esto se relaciona con las transformaciones de los mercados que configuraron una demanda cada vez más diversificada y exigente en cuanto a la calidad, poniendo fin a la era de la producción y el consumo masivo: su expresión más clara son los sistemas que organizan la producción a partir de los pedidos según las opciones del comprador. Además, la externalización de la provisión de insumos y servicios convierte a grandes corporaciones en clientes de una constelación de empresas menores proveedoras, a las cuales dictan las condiciones de producción, lo cual contribuyó sin duda a afirmar “el poder del cliente” y la idea de que el cliente dirige. 3. Un sistema de integración ü Sistema de gestión integral ü Gestión estratégica La denominación Total Quality Management señala el carácter abarcador del modelo, que comprende integralmente a la organización y presta especial atención al desempeño gerencial. Se lo define como un sistema de gestión integral estratégica, enfocando los objetivos fundamentales de largo plazo. El “desafío japonés” condujo a revalorar las elaboraciones del pensamiento académico norteamericano que se remontan a la Escuela de Relaciones Humanas de Elton Mayo y desembocan en la concepción de la administración participativa. Asimismo contribuyeron las aportaciones críticas sobre el management de Peter Drucker. La redefinición de la gerencia en términos de liderazgo, el acortamiento de distancias con el personal de base y la delegación de funciones forman parte de este conjunto de ideas. 4. La búsqueda de la eficiencia y la productividad LA CALIDAD EN LA ATENCIÓN DE LA SALUD “El primer modelo de evaluación de Calidad es al final de la línea de montaje, donde un individuo toma una muestra del producto terminado y evalúa su calidad con respecto a ciertas pautas de ensamblaje, o de resistencia de materiales... la “manzana podrida”, es decir, rescatar de la partida de productos los factores que alteran la calidad del conjunto de la producción. Esta actividad dio origen a una gran cantidad de especialistas en evaluación de la calidad, en resistencia de materiales, en normas de ensamblaje, en todo tipo de estándares referentes a la calidad del producto final, y en la Argentina hubo una institución dedicada a este fin que el IRAM (Instituto Argentino de Racionalización de Materiales) creado en el año 1937. Actualmente se llama Instituto Argentino de Normalización pero conserva, sin embargo, la marca IRAM. Toda la fuerza del trabajo profesional desarrollada para este modelo de evaluación de calidad fue luego presionando para no limitar esta actividad a la evalaución del producto final solamente sino extenderla a todas las etapas del proceso productivo... Pero no es lo mismo que lo que actualmente llamamos Calidad Total; era más bien la extensión del procedimiento de evaluación externa hacia todas las etapas del proceso productivo. En la década del ’70, el impacto de la industria japonesa en Occidente tuvo un efecto particular en todos los observadores del ámbito del gerenciamiento y, en consecuencia, se dedicaron a estudiar el modelo japonés. Encontraron que, en realidad, los inspiradores de ese modelo no eran japoneses sino occidentales, que se convirtieron rápidamente en los gurúes de las nuevas corrientes de gestión de las empresas. El modelo de gestión en Japón estaba, a su vez, acompañado por un instrumento propio de la cultura japonesa conocido como círculos de calidad pero, sin embargo, estos círculos no tuvieron la expansión o el mismo peso en Occidente que en Japón. Sin embargo, la experiencia del estudio de ese modelo sirvió para encontrar que la gestión de las empresas industriales – o de cualquier otro tipo- tendía a reflejar un ordenamiento piramidad en forma exclusiva, constituía una traba para el desarrollo y el crecimiento de la empresa. De la garantía de la calidad a la gestión de calidad total La preocupación por la calidad siempre estuvo presente en el pensamiento médico tradicional y en la modalidad de funcionamiento tradicional. En los Tratados Médicos (Sobre el médico: 73-75) pueden encontrarse ejemplos acerca de las dimensiones de la calidad. Además de pensar cómo hacer las cosas bien, también se realizó alguna forma de evaluación lo que se hacía respecto del estado del arte (evaluación de historias clínicas, recorridas de salas, discusión de casos en ateneos Arce Medicina y Sociedad). La diferencia que se produce en los últimos años es la siguiente: 1. La noción de calidad se transformó (pasó de la evaluación externa/ acreditación hospitalaria al mejoramiento interno) 2. La noción de evaluación cambió (pasó de la comparación respecto del estado del arte, de algo totalmente cognitivo a la evaluación de las metas propuestas) 3. Los ejes orientadores en el campo de la administración de la salud se modificaron Temporalmente, esta situación se extendió en Argentina durante los años ’90. Tiene que ver con la obra de Avedis Donabedian que trabajó los temas de calidad para el campo de la salud. Si bien la obra es anterior a nivel local se extendió en los noventa. Dos visiones de la calidad en el campo de la salud La visión tradicional de la gestión de calidad en la atención de la salud pasó de la Garantía de la Calidad a la Calidad Total (Total Quality Management- TQM) y a la Mejora Continua de la Calidad (Continuous Quality Management- CQM). Esto es, del control de la actividad de unas personas por otras personas a promover la calidad como una preocupación básica de todos y cada uno de los trabajadores de una organización. Desde este punto de vista, la noción de calidad se introduce en los años ochenta. Se trata de una visión que exige un cambio de paradigma a nivel organizacional: transformar la organización o amenazar la estabilidad de una institución si los cambios no son realizados con la intensidad y amplitud necesarias. (de Azevedo En los últimos tiempos todas las actividades sobre calidad en el campo de la salud se han ordenado en dos grandes vertientes: la vertiente de evaluación externa[1], caracterizada como Garantía de Calidad y la vertiente del mejoramiento interno de las instituciones, caracterizada como Gestión de la Calidad. En inglés, Quality Assurance y Quality Management, respectivamente (Arce 2001, 24 (3): 163-172)[2] Ese autor propone los siguientes pasos para llevar a cabo una gestión de calidad: 1. Intentar transmitir a los líderes de la organización las verdaderas dimensiones del cambio necesario; 2. Elaborar un marco estratégico, macroorientación que pueda apoyar y orientar las tensiones que tienden a multiplicarse durante la expansión del proceso; 3. Implementar un taller de motivación. El resultado de ese taller puede ser una evaluación (formal o informal) de las precondiciones para la implementación de una iniciativa de Gestión de Calidad en la organización en estudio. Tal evaluación debe considerar no solamente la intensidad del compromiso de los líderes con la propuesta sino también la percepción por parte de éstos de la urgencia que están dispuestos a transferir al proceso. La falta de ritmo en el proceso, por tratarse de una experiencia de cambio, puede ser fatal. (páginas 15 y 16). LA SATISFACCION DEL USUARIO La teoría de la satisfacción del consumidor gira alrededor de algunos conceptos básicos vinculados a lo que le ocurre a un sujeto una vez que consumió un producto o servicio. Dicho en otros términos: ¿cuáles eran sus expectativas previas al acto de compra? ¿a qué sentimientos corresponden las expectativas? ¿acepta el consumidor que la respuesta del producto o del servicio se contradiga con sus formulaciones previas? o, por el contrario, ¿es la experiencia la que determina la satisfacción? La perspectiva de la satisfacción es psicológica. No se trata de un marco estratégico. De los distintos marcos que se han utilizado para dar cuenta de la satisfacción de los consumidores, el más conocido es el denominado “paradigma de la confirmación/negación de las expectativas”, que se originó en la psicología social. Este paradigma sostiene que los consumidores se forman expectativas previas respecto a los productos y servicios antes de comprarlos. Después de la compra y uso del producto o servicio se produce la confirmación o negación de las expectativas iniciales. O sea que hay cuatro estructuras centrales que están, a su vez, relacionadas entre sí. EXPECTATIVAS PREVIAS DESEMPEÑO/ PERFORMANCE → ← CONFIRMACIÓN NEGACIÓN ↓ SATISFACCIÓN INSTISFACCIÓN EXPECTATIVAS: se forman antes de la compra o del uso. Constituyen una anticipación de cuál será el desempeño. Condicionan la percepción del desempeño del producto/servicio. Las personas que van a atender su salud pueden esperar ser tratadas amablemente, que se les de una explicación, no esperar demasiado tiempo, etc. Esas expectativas se forman por las experiencias previas personales o por la comunicación boca a boca de amigos, familiares, etc. hay dos teorías psicológicas que explican esto: la teoría de la consistencia interna y la teoría de asimilación del efecto de contraste . La teoría de la consistencia indica que las expectativas son más importantes que el verdadero desempeño del producto/servicio ya que las personas evitarán, a toda costa, las inconsistencias con sus creencias y ajustarán sus percepciones del desempeño de los productos para que se igualen a las expectativas que tenían previamente. Según esta teoría, aunque la calidad de un producto/servicio mejore, la evaluación será negativa si los sujetos parten de una baja expectativa. Vis a vis, evaluarán positivamente a un producto/servicio si su expectativa es alta aunque el desempeño sea malo o no sea el esperado. En cambio, los partidarios de la teoría del efecto de contraste afirman que si las expectativas son irreales y demasiado altas y el desempeño real no las cumple, el efecto de contraste hará que el sujeto evalúe al producto/servicio como peor de lo que realmente es. DESEMPEñO: proporciona una visión más estratégica y menos psicológica. Es algo que se puede estructurar como parte de la ingeniería del producto. Es un componente más tangible y fácil de controlar que las expectativas. Diversos estudios mostraron que el desempeño es una componente más importante que las expectativas en la satisfacción. O sea que mejorar el funcionamiento puede constituir una mejor estrategia que manipular las expectativas (como hace la publicidad) CONFIRMACIÓN/ NEGACIÓN: resultado de la comparación entre expectativas previas y desempeño real del producto/servicio. Esta comparación constituye el componente central de la teoría de la satisfacción. De esa comparación se pueden producir tres resultados: dos son de negación y otro de confirmación de las expectativas. O sea que hay dos patrones de satisfacción y uno de insatisfacción. Confirmación Negación Satisfacción 1. El producto/ servicio cumple con las expectativas 2. El producto/ servicio supera las expectativas Es una negación positiva: el producto/ servicio puede funcionar mejor de lo que se esperaba ya sea que las expectativas fuesen bajas o que el desempeño sea excepcionalmente alto. Insatisfacción 3. El producto/ servicio cae por debajo de las expectativas. Es una negación negativa: el producto/ servicio funciona peor de lo que se esperaba ya sea que las expectativas fueran muy altas o el desempeño muy alto. Sería la peor situación. [1]. Una manera de evaluación externa es la que corresponde al Programa Top 20 que tiene como objetivo aportar una metodología de evaluación del funcionamiento hospitalario basada en datos objetivos disponibles basada en el ordenamiento multidimensional de los hospitales según seis indicadores claves que contemplan criterios de calidad, funcionamiento y eficiencia. García-Eroles, L., Illa, C., Arias, A. y Casas, Mercé. 2001. “Los Top 20 2000: objetivos, ventajas y limitaciones. Revista Calidad Asistencial 16: 107-116. [2]. Arce, H. 2001. “La gestión de calidad en salud”, Medicina y Sociedad, 24 (3): 163-172.

Sábado, 5 de Março de 2005

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Sexta-feira, 4 de Março de 2005

Correcção do teste de Metodologia de Fevereiro



Tópicos para a correcção do Teste de Metodologia das Ciências Sociais, 1º ano de Sociologia - ano lectivo de 2004/05 - 24 de Janeiro de 2005


 


1º Turno da Aula prática de 24 de Fevereiro de 2005


 


Pergunta nº 1 –  Imagine que Karl Popper teria de escutar estas palavras. Diga, relativamente a cada um dos enunciados, qual seria a sua reacção mais provável. Concordaria ou não? Qual a razão ou argumento que apresentaria para cada um dos enunciados? [50%]


 


Enunciado 1 à“Até que ponto teriam as ideias de Popper sido influenciadas pela metodologia do projecto tecnológico ? [enunciado 1]  Segundo Popper, o cientista parte de teorias pré-concebidas cujas consequências empíricas aprecia por meio de ensaios experimentais. Assim se inicia um processo iterativo de falsificações e rejeições.


 


 Reescrever: Popper defende que:


a)      a teoria é anterior (há uma construção anterior);


b)      a validade dessa teoria é provada através de tentativas.


Comentário: O que é que faz Einstein? É verdade e pode-se dizer que Einstein seguiu este modelo, porque formulou uma teoria e validou-a através de uma observação. Há aqui uma pequena diferença em relação ao que o engenheiro diz: Einstein fala apenas de uma teoria enquanto que este fala de várias. Ou seja, isto significa que o engenheiro tem ideias diferentes das de Popper. Vejamos os outros enunciados.


 


Enunciado 2 à [enunciado 2] Mas como, de acordo com Popper, só podem ser científicas as proposições e teorias susceptíveis de ser falsificadas, e as falsificações resultam da dedução de proposições decidíveis pela observação e resultando exclusivamente de uma teoria,


Reescrever: o segundo enunciado começa por uma “mas” – opõe-se ao enunciado 1. Isto significa que todas as teorias científicas podem ser “más cópias” do real.


Comentário: Einstein ao propor a teoria da relatividade pode ser comparado com alguém que chega ao Museu do Louvre e apresenta esta teoria: os quadros do Picasso estão falsificados. Foi o que ele fez quando diz que a teoria do Newton que era comprovada por todas as observações, estava incorrecta. Voltando ao engenheiro, apenas as teorias que aceitam ser consideradas incorrectas, podem ser consideradas científicas. A segunda parte da frase é confusa porque não se articula com a primeira parte da frase.


 


Enunciado 3 à [enunciado 3] os modelos ou teorias da engenharia devem, não só possuir um carácter lógico-matemático, mas incorporar códigos e regulamentos, e ser falsificáveis relativamente à sua inadequação, comprovada pela experiência, para servir objectivos de natureza, não só quantitativa, mas qualitativa.


Reescrever: as teorias da engenharia devem conter regulamentos. As teorias da engenharia devem ser falsificáveis relativamente à sua inadequação – são ou não são adequadas. Para saber o seu grau de adequação deve-se recorrer à experiência.


Comentário: parece contraditório o facto de as teorias terem regulamentos e serem falsificáveis.


 


Enunciado 4 à [enunciado 4] Uma conclusão a tirar é a de que as teorias destinadas a servir as necessidades da engenharia não podem ser, como sucedia no passado, de carácter exclusivamente quantitativo, nem mesmo exclusivamente lógico-matemático, ou físico”


Reescrever: as teorias científicas da engenharia não podem ser apenas quantitativas, lógico-matemática e físicas.


Comentário: perante isto, o que diria Popper? Popper teria muita dificuldade em entender o que o engenheiro quer significar com a palavra quantitativa. Porque Popper nunca se preocupou com os problemas ontológicos, ele é um semi-construtivista.


 


Texto enviado por Mafalda Oliveira (aluna do 1º ano do curso de Sociologia)


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2º Turno da Aula prática de 24 de Fevereiro de 2005


 


Resposta à questão nº2 do teste de Metodologia de Fevereiro de 2005.


 


2 – Imagine que Thomas Kuhn era igualmente convidado a emitir argumentos em relação aos enunciados do texto acima citado. Em relação a cada um deles, diga se Kuhn concordaria ou não. Apresente, para cada enunciado, um argumento baseado no que sabe acerca da ideia de “paradigma” em Kuhn. Não copie os textos e apontamentos. Apresente argumentos coerentes e plausíveis tal como exercitou nas aulas práticas [50%]


 


 


ENUNCIADO 1:


 


Reformulando: Cientista usa teorias pré-concebidas quando vai observar, ou seja, quando ele vai para o terreno recolher determinados dados já possui uma espécie de óculos teóricos.


 


Comparando com o que diz Kuhn: Sim, claro! Está certo! O meu principal argumento não coloca em causa esta frase do engenheiro. Pelo contrário, eu penso que se deve levar este aspecto até ao fim.


 


Enunciado 2:


 


Reformulando: no entanto não é suficiente o enunciado 1. Segundo Popper há mais uma coisinha: não basta ter uma teoria pois é necessário que essa teoria possa ser inadequada, possam existir uns “óculos” que permitam uma melhor visão.


 


O que diria Kuhn: Meu caro engenheiro, que sonho bonito! Era bom que os cientistas funcionassem assim, mas infelizmente os cientistas funcionam como uma tribo!


 


ENUNCIADO 3:


 


Reformulando:


- teoria deve incorporar regulamento.


- teoria deve ser falsificável


 


Kuhn diria: o engenheiro, no fundo, parece concordar com a minha tese de paradigma porque diz que uma teoria deve incorporar regulamentos.


 


ENUNCIADO 4:


 


Reformulando: Teorias da engenharia devem ser qualitativas!


 


Kuhn diria: Isto parece ir no mesmo sentido da minha ideia de paradigma ao definir normativamente o que é uma ciência!


 


Texto recolhido por: Rosa Adriana [aluna nº 43918] – Curso de Sociologia da Universidade do Minho

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