Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2003

Textos criados no ano lectivo anterior - as aulas práticas do 1º ano de Sociologia 2002/2003

Textos criados no ano lectivo anterior - as aulas práticas do 1º ano de Sociologia 2002/2003


Turno das 6ªs Feiras 11-13h
29/11/2002

Diálogo entre Hume e Newton.

O problema de Hume

Hume: Newton, estive a ler as tuas teorias e achei-as interessantes, mas só não entendi o problema da lei da gravidade. Como é que consegues explicar a gravidade se não consegues vê-la nem senti-la? O calor e a luz consigo ver, mas a gravidade não! Além disso, como é que podes ter a certeza que as tuas previsões de regularidade irão SEMPRE acontecer?


06/12/2002

Diálogo entre o Popper e o Hume.

Popper: Eu tenho uma solução para o teu problema!
Em primeiro lugar, penso que o teu problema tem fundamento, mas, no entanto, meu caro amigo Hume, estás a misturar a psicologia com a lógica.
A parte psicológica diz que a crença de Newton ( um pequeno nº de observações conduz a generalizações) se deve à questão dos hábitos (crença psicológica), e relativamente a isso não tenho nada a dizer. Pode ser verdadeiro ou falso mas esse problema não me interessa.
O que me interessa é saber se é possível produzir leis gerais a partir de um número limitado de observações. Ou seja, interessa-me é saber se a ciência se deve basear numa lógica de acumulação de observações para depois indutivamente (de baixo para cima) produzir leis gerais.
Acho que dever dar a volta ao problema da cientificidade. Aquilo que o Newton te queria impingir não era correcto porque não é possível fazer ciência dessa maneira. Queres saber como cheguei a esta conclusão?
Hume: Quero.
Popper: Recordaste dos teus diálogos com o Newton? Foi a partir deles que surgiu o teu problema. A minha solução também se baseou num diálogo com outro cientista chamado Einstein. Relativamente ao problema que um senhor chamado Rorty formulou mais tarde, eu vou acabar por dar-te razão. De facto, as coisas não são descobertas, como se houvesse uma realidade mesmo realidade que nós pudessemos chegar a saber como é feita. Mas também não vou passar para o outro lado, para o lado dos românticos e dos filósofos idealistas (relativistas), porque acredito que é possível um certo conhecimento científico, mas não da forma como propunha Newton.


20/12/20002

Diálogo entre o Kuhn e o Popper.

Kuhn: Olá Popper!
Popper: Olá!
Kuhn: Popper, tu até tens alguma razão, mas não concordo com o conceito que tu tens de ciência. Acabado de me doutorar em Física Teórica, resolvi estudar a história da ciência e constatei, para meu grande espanto, que, na longa história da ciência, não existe incrementação de conhecimento de uma forma linear. Ou seja, não podemos continuar a distinguir de uma forma ideal o que é a ciência e o que não o é. Eu não te estou a atacar, estou apenas a mostrar o que se passou na ciência em que, para minha surpresa, não encontrei um modelo ideal. Também não acho que as ciências sociais são "menos" científicas. A única diferença que encontrei entre as Ciências Sociais e as Ciências Exactas foi a seguinte: nas ciências exactas, os paradigmas normais tendem a substituir quase completamente os anteriores com maior eficácia. Ou seja, há mais discussão nas Ciências Sociais (mais incomensurabilidade), mas isso não significa que elas não sejam tão científicas porque a incomensurabilidade é como um vírus. O que acontece é que as Ciências Exactas pretendem ser imunes ao vírus da discussão subjectiva, mais conhecido pelo vírus da incomensurabilidade. Ora, isso é uma ilusão.


Docente responsável pela leccionação:
José Pinheiro Neves
email: jpneves2004@yahoo.com.br


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