Terça-feira, 23 de Novembro de 2004

Resumo da aula teórica de 22 de Novembro de 2004



•       Universidade do Minho


•       Curso de Sociologia – 1ºano - Metodologia das ciências sociais – Docente: José Pinheiro Neves


•       Resumo da aula teórica de 22 de Novembro de 2004 (2ªs, 16-18h - A4 – Comp. 1).


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•       Aula de 22/11/2004


•       Nesta aula, iremos ver como a filosofia das ciências se desenvolveu após as respostas iniciais de Bacon e Hume. Assim, a questão continua a ser a mesma. Qual é a definição de ciência de Kant e dos autores que, mais tarde, acentuaram a componente positivista (Mill, Comte, e outros, incluindo o neo-positivismo)? Como veremos em seguida, há diferenças entre Kant e os positivistas. No entanto, a leitura de Kant não é consensual. Apenas no século XX, se retomará o problema de Hume e será tida em conta uma interpretação de Kant mais construtivista.


•       1 – o ponto de vista de Kant;


•       2 – o ponto de vista dos diversos positivismos


      a) O positivismo lógico de Mill


      b) O empiro-criticismo de Macht


      c) o neo-positivismo lógico do Círculo de Viena.


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1 – O ponto de vista de Kant



 Immanuel Kant - Filósofo alemão (Königsberg 1724 - id. 1804).

Influenciado pelo racionalismo de Christian Wolff (expõe de forma dogmática a doutrina de Gottfried Wilhelm Leibniz).

O choque decisivo que o convence a envolver-se mais no trabalho filosófico é a leitura dos escritos de David Hume. Este autor «desperta-o do seu sono dogmático» e indica-lhe a tarefa essencial da época: perante os progressos prodigiosos realizados num século e metade pela filosofia natural - que chamamos hoje a física (Galileu, Newton) - e perante as perturbações das ideias morais, políticas e religiosas, trata-se de definir os poderes e os limites da razão: o que posso eu conhecer?  O que devo fazer? O que devo esperar?”

 “Com cinquenta e sete anos, em 1781, publica a sua obra fundamental: «A Crítica da razão pura». Desenvolve, numa argumentação meticulosa e com um rigor sem similar na progressão do pensamento, os princípios do " criticismo" e a teoria do conhecimento que corresponde aos sucessos das ciências experimentais.
O ponto de partida da investigação é uma verificação, que tem em conta a solidez da matemática, provada na antiguidade, os progressos recentes e incontestáveis da física, e, em oposição, a estagnação da especulação filosófica metafísica e teológica, desde a sua fundação com Platão e Aristóteles.



 


 


Kant formula esta questão fundamental:
      - quais condições em que pode haver conhecimento (isto é: como é necessário conceber o assunto para o conhecer e como conceber o objecto conhecido, ou a conhecer?), sendo naturalmente que este existe, dado que o percebemos, dado que Copérnico, Galileu e Newton construíram a física matemática, e dado que os metafísicos e os teológicos discutem a questão de Deus, da Alma e do mundo?
A análise crítica de Kant é demasiado detalhado para que se possa resumir as suas diversas etapas; mas, para se ter uma ideia da importância do seu criticismo, é suficiente assinalar os resultados principais do seu trabalho:

em qualquer conhecimento, há qualquer coisa de irredutível que não pode ser deduzido, que constitui a matéria do conhecimento e que pertence à experiência sensível;

2) esta efectua-se necessariamente no âmbito dos a priori do espaço e do tempo;
 
3) contrariamente ao que afirma o empirismo, o conhecimento não se reduz a um desenvolvimento da experiência sensível, dado que intervêm a actividade intelectual, o conhecimento que se tem do assunto, que organiza a priori o material sensível de acordo com regras formais; há uma ordem anterior (por exemplo, a relação da causa e efeito);

4) esta actividade intelectual é o próprio dinamismo do sujeito, do EU conhecedor”.


 


 


“Assim, o mundo percebido, sobre o qual o físico trabalha por abstracções para elaborar o saber experimental, é feito de uma matéria irredutivelmente dada e de uma forma que lhe impõe-lhe o acto de entendimento, de conhecimento”.

Desta maneira, Kant funda a ciência experimental: esta pressupõe, com efeito, que há uma ordem da natureza, as leis de causalidade, etc., e esta ordem é a que o intelecto impõe a partir do momento em que ele conhece; mas supõe também que, para conhecer determinada lei, é necessário recorrer à experiência sensível, ao contacto com o dado.

Desta maneira, Kant explica igualmente o falhanço da metafísica passada: esta, por conseguinte, baseia-se numa experiência limitada, faz funcionar a actividade intelectual no vazio, sem nunca recorrer mais à experiência, e, sempre à procura da " determinação integral ", produz o ser de razão, das entidades tais como: eu, o mundo e Deus, ao qual atribui arbitrariamente, e sem outro controlo que o raciocínio, determinada propriedade”.

In Vários (1999), “Kant Emmanuel, ou, en allemand, Immanuel” in: http://www.webencyclo.com/ , Editions Atlas.

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2 – O ponto de vista dos diversos positivismos.
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 A) O que é o positivismo? Não haverá diferentes positivismos?
 


O que é o positivismo? É uma tendência na filosofia que considera as ciências (empíricas) naturais como a única fonte do conhecimento e rejeita o valor cognitivo do estudo filosófico.

 Positivismo emergiu como resposta à inabilidade da filosofia especulativa (por exemplo, o clássico
idealismo alemão) para resolver os problemas filosóficos que se tinham levantado em consequência do desenvolvimento científico.



 


 


O positivismo foi fundado por Auguste Comte, que introduziu o termo positivismo. Historicamente, há três fases no desenvolvimento do positivismo.
 

1 - Os expoentes do primeiro positivismo foram Comte, E. Littré e P. Laffitte em França, J S Mills e Herbert Spencer em Inglaterra. Ao lado dos problemas da teoria do conhecimento (Comte) e da lógica (Mills), o lugar principal no primeiro Positivismo foi atribuído à sociologia (ideia de Comte de considerar a sociologia como base da ciência, da teoria orgânica de Spencer's da sociedade).


2 - A ascensão da segunda fase do Positivismo – empirico-criticismo –, entre 1870 e 1890, é associada a Ernst Mach e a Avenarius que renunciaram mesmo ao reconhecimento formal dos objectos reais objectivos, que era uma das características do primeiro Positivismo. Em Mach, os problemas da cognição foram interpretados do ponto de vista do psicologismo extremo, que se estava fundindo com o subjectivismo.




 


 


3 - A ascensão e a formação do último Positivismo, ou o neo-positivismo, estão ligadas à actividade do círculo de Viena (O. Neurath, Carnap, Schlick, Frank e outros) e da Sociedade de Berlinense para a Filosofia Científica (Reichenbach e outros), que combinou várias tendências: atomismo lógico, positivismo lógico, semânticas (perto destas tendências são o operacionalismo de Percy Bridgman e o pragmatismo de William James e outros).


O aspecto principal do terceiro positivismo centra-se no exame dos problemas filosóficos da linguagem, da lógica simbólica, da estrutura das investigações científicas. Renunciando ao psicologismo, os expoentes do terceiro positivismo tentaram reconciliar a lógica da ciência com a matemática, uma formalização dos problemas epistemológicos”.


Vários (2001), “Positivism”, in Dictionary of Philosophy, London, Progress Publishers,  in http://www.marxists.org/reference/subject/philosophy/help/mach1.htm , consultado em 20 de Outubro de 2001.


 


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Uma pequena nota: qual a diferença entre o empirismo (ou empiricismo) e o racionalismo?

A metafísica (filosofia) moderna, a partir de Descartes, coloca no centro da sua investigação a pergunta da natureza, o funcionamento e os limites do conhecimento, o debate limita-se entre duas posições extremas: o empirismo e o racionalismo.

O empirismo

A filosofia empirista (John Locke, David Hume) toma, como ponto de partida, a constatação que a experiência é indispensável.

E radicaliza-se afirmando que a experiência do espírito é como uma tábua rasa ou como uma superfície virgem sobre a qual o contacto com o real vem imprimir marcas, que gradualmente se aprofundam e se fixam até constituírem, pela repetição das semelhanças e das diferenças, noções.

Estas tornam-se assim, quando cada uma é associado a um nome, os eixos ao redor dos quais se organizam os conhecimentos. A linguagem transmite estes conhecimentos, que se aperfeiçoam em função de melhoramento progressivo da experiência.




 


 


O racionalismo

Opondo-se ao empirismo, o racionalismo clássico apresenta um forte argumento: esta concepção (o empirismo), convenientemente muito clara, pressupõe, pelo menos, uma actividade do espírito que classifica os vestígios nascidos de experiência, que reúne o semelhante e distingue o dissimilar, que possui por conseguinte princípios a partir dos quais são produzidas as noções.

Um espírito reduzido a uma simples mesa rasa recolheria sem ordem
(e sem nenhuma possibilidade de classificação a não ser o próprio dado) os vestígios múltiplos das experiências na sua diversidade indefinida.

É necessário pressupor que existe no espírito, criado por Deus ou por pela natureza, aquilo que Descartes chama "sementes de verdades", que formam o núcleo inato do conhecimento.

A experiência apenas intervém para despertar estas ideias primeiras e constitutivos, e para fornecer o material que, a partir destas, permitirá o fabrico das ideias complexas.


‘Empirisme et rationalisme’ in ©Webencyclo des Éditions Atlas 2001 - Tous droits réservés

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Empirismo, substantivo.

Doutrina filosófica de acordo com a qual o conhecimento decorre inteiramente da experiência sensível.

Este termo é procedente do grego empeiria, “experiência”.


 


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a) - Os expoentes do primeiro positivismo


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(o positivismo substantivo de Comte será referido na segunda parte do programa com Durkheim)


 


O PRIMEIRO POSITIVISMO
O LÓGICO


J. Stuart Mill  - o triunfo do indutivismo
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"Para a filosofia das ciências seria todavia  a análise do processo indutivo o aspecto  central que, mais tarde, haveria de ser retido e valorizado. E digo mais tarde porque no imediato ele foi ignorado para, no século seguinte, ser quase totalmente esquecido, particularmente devido ao vigor da defesa do indutivismo feita por J. Stuart Mill" [22].



 


 


"Pode-se dizer que, no essencial, Mill retoma a inspiração baconiana as elaborar o seu System of Logic (1843), no qual apresenta os procedimentos indutivos como métodos, conformes às exigências empiristas, da descoberta de leis e do estabelecimento da verdade. Atacando o intuicionismo e afastando-se das teses humianas, Mill apresenta o conhecimento científico como o modelo de racionalidade que (…) se deve procurar".
"Para Mill a indução baseia-se num pressuposto central, o da regularidade da natureza, segundo o qual o que aconteceu uma vez  voltará sempre, em circunstâncias semelhantes, a ocorrer de novo.


 


 


Métodos para evitar  erros quando se aplica a indução:

concordância; diferença; variações concomitantes; resíduos [23].


 


 


"O estabelecimento destes cânones da investigação científica deu origem à constituição de uma das mais importantes e difundidas concepções  da filosofia da ciência, o indutivismo, que se pode sintetizar enunciando os seus 3 princípios fundamentais:

1          antes de mais, o próprio princípio da indução que estabelece  que há uma forma de, a partir da acumulação de factos singulares, inferir enunciados universais, de tal modo que de enunciados verdadeiros que descrevem observações e experiências é possível inferir leis;
2          seguidamente o princípio de acumulação, que considera o conhecimento científico como o resultado de factos bem estabelecidos, a que progressivamente se acrescentaram outros sem que os primeiros se alterem;
3          por fim, o princípio de confirmação, que articula a plausibilidade das leis com o número de instâncias a que o fenómeno a que se refere a lei foi submetido. [24]



 


 


O debate entre Mill e Whewell (indução versus hipótese)


"Pode dizer-se que a filosofia das ciências dos séculos XIX-XX se caracteriza, no essencial, por uma permanente discussão destes princípios [do indutivismo], matizando-se as posições que vão da sua rejeição liminar até tentativas de reformulação que, de algum modo, prolongam a inspiração baconiana" [25].

É de realçar que, mesmo no tempo de Mill, esses debate esteve presente . Vejamos esse debate em pormenor porque ele será paradigmático da evolução posterior.


 


 


"É de resto à luz desta situação que, logo no século XIX, se deve compreender a controvérsia entre Mill e Whewell com o papel da teoria na condução da actividade científica; à insistência quanto à origem empírica do conhecimento contrapunha Whewell o papel interventor do sujeito.

Whewell sustentava que o conhecimento resulta da articulação das sensações com as ideias, sendo estas que organizam e orientam aquelas (…). E, assim concebida , a actividade científica não procede tendo por centro a indução, por muito que — como Mill fez, reformulando profundamente as tábuas — se sofistique a sua metodologia, mas antes tendo por motor a hipótese" [25].

Contudo, as teses dominantes foram as de Mill, nomeadamente na emergência do que se convencionou  chamar de positivismo lógico, como veremos em seguida.


 


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b) - A ascensão da segunda fase do Positivismo – empirico-criticismo


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Desenvolve-se entre 1870 e 1890, e é associada a Ernst Mach e a Avenarius que renunciaram mesmo ao reconhecimento formal dos objectos reais objectivos, que era uma das características do primeiro Positivismo. Em Mach, os problemas da cognição foram interpretados do ponto de vista do psicologismo extremo, que se estava fundindo com o subjectivismo.


"Vislumbra-se aqui a grande viragem que se dá na filosofia das ciências nas primeiras décadas do século XX. A sua origem encontra-se nas cidades de Berlim e de Viena: em Berlim, em torno da Sociedade de Filosofia Empírica, de Reichenbach, em Viena, em torno da Associação Ernst Mach, animada por Schlick” (Carrilho, 1994).


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c) - A ascensão e a formação do último Positivismo, ou o neo-positivismo (círculo de Viena – 1929)


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O positivismo lógico ou neo-positivismo (Círculo de Viena)


 


"O grupo de Viena, que pouco mais tarde se tornará o Círculo de Viena, adquirirá no entanto rapidamente uma acentuada preponderância, nomeadamente com a publicação, em 1929, de um texto que é assinado pelo filósofo Carnap, pelo matemático H. Hahn e pelo sociólogo O. Neurath, e que se intitula A concepção científica do  mundo: o Círculo de Viena.


 


 


"Com este texto  — que se tornará conhecido como o manifesto do Círculo e a que se atribui um papel fundador no movimento do empirismo lógico — procura-se sobretudo lançar as bases  de um vasto  movimento de reformulação da compreensão e análise do espírito humano, com destaque para o conhecimento científico. Visavam-se sobretudo dois objectivos:

         por um lado, estabelecer as bases da construção de uma ciência unitária;

         por outro, imunizar a ciência contra toda e qualquer contaminação metafísica (…) [26].



 


 


"O método que se adopta na prossecução de tais objectivos  é o método da análise lógica de Russel que (…) deveria conduzir à erradicação dos problemas tradicionais da filosofia (…) [27].



 


 


face a qualquer enunciado , se passar agora a procurar, não decidir  imediatamente a sua verdade ou falsidade mas, antes, determinar qual a sua significação. Deste modo, o que neste passo se estabelece é um novo critério, que é um critério de significação que visa fundamentalmente distinguir  dois tipos de enunciados: os que têm e os que não têm sentido.


 


 


"São enunciados com sentido os que podem ser verificados pela análise lógica remontando — se não se tratar de um enunciado analítico, tautológico — aos enunciados mais simples que se refiram aos dados da experiência;



 


 


“… são enunciados sem sentido os  que não têm referência na experiência intersubjectiva, não são verificáveis, limitam-se a exprimir "estados de alma" e a contribuição, por isso, para o desenvolvimento de domínios como os da arte, da música ou da poesia" [27].



 


 


"O positivismo lógico conjuga duas tradições, a tradição empirista que valoriza a experiência sensível como única base sólida de conhecimento e a tradição teórica de matriz lógica em que se situam Frege, Russel e ainda o Wittgenstein do Tractatus :



 


 


"Caracterizámos", diz o Manifesto, "a concepção científica do mundo por duas determinações. Em primeiro lugar, é empirista e positivista. O único conhecimento que existe vem da experiência, repousa sobre o que é dado imediatamente. Traça-se, deste modo, a fronteira que delimita o conteúdo  de qualquer ciência legítima. Em segundo lugar, a concepção científica do mundo caracteriza-se pela aplicação de um certo método que é o da análise lógica" [citação extraída de: A. Soulez (org.), Manifeste du Cercle de Vienne et autres écrits, Paris, PUF, 1985, p. 118] (…) [27].



 


 


 


•        "A Wittgenstein é em geral atribuída a paternidade do princípio de verificação — "para poder dizer: "p" é verdadeiro (ou falso), tenho que ter determinado, sob que condições eu chamo a "p" verdadeiro. E assim determino o sentido da proposição" (Tractatus, 4.063, cf. Também 5.604, 6.1 e 6.11) —, cuja importância para os trabalhos do Círculo foi determinante, apesar das querelas sobre o modo de o entender e de o aplicar que logo se desencadearam, nomeadamente em torno da sua versão mais estrita e canónica, que estipula de um modo preciso que a significação de uma proposição é  o seu método de verificação" [27-28].


 


 


 


Carnap e o aperfeiçoamento (torná-lo menos rígido) do método lógico
"É neste contexto que em 1928 Carnap procura, com a obra A Construção Lógica do Mundo, estabelecer um método que permite decidir de um modo claro em que situação se pode dizer que uma proposição tem ou não sentido, o que impunha previamente a formulação de um sistema no quadro do qual se considera que os enunciados falam apenas de conceitos, ou objectos, pelo que o que interessa é construir, a partir dos conceitos e das suas relações básicas, o sistema dessa totalidade conceptual. Carnap parte das experiências elementares de autoconsciência, do que, algo impropriamente, se pode designar por "ego", procurando a partir daqui, e passando pelos objectos dos sentidos, pelos objectos físicos e pelos objectos culturais, chegar à construção desse sistema" [28].


 


 


".. um enunciado com sentido é aquele que remete para os objectos do sistema construtivo (..) " (articula análise lógica com avaliação empírica da verdade). Parte também do fisicalismo nesta parte empírica (abandona o aspecto mais fenomenal): "..é possível definir em termos de elementos observáveis qualquer conceito científico…" [28]


 


 


Mas há um problema: existem enunciado científicos que não se podem verificar desta forma.

Solução de Carnap
: "distinguir na entre confirmabilidade e testabilidade conforme se pode proceder de facto às observações necessárias ou, apenas, imaginá-las" [28]
" distinguir entre questões internas — questões no âmbito do paradigma: "há algum número primo superior a 1?"; e questões externas — "os números existem?" [29].

Mas Carnap tende a afastar-se do seu objectivo inicial: "a indução não visa contribuir directamente para o estabelecimento de leis, mas antes estabelecer qual o grau de confirmação da hipótese em estudo…" [29].

Aparece cada vez mais o problema da significação que Popper (em certa medida), Wittgenstein, Kuhn e Rorty vão acentuar completando a viragem na escola analítica anglo-saxónica.


 


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Bibliografia



Manuel Maria Carrilho, A filosofia das ciências. De Bacon a Feyerabend, Lisboa, Ed. Presença, 1994, pp. 22-27

Vários (1999), “Kant Emmanuel, ou, en allemand, Immanuel” in: http://www.webencyclo.com/ , Éditions Atlas.

Vários (1999), “Empirisme et rationalisme” in: http://www.webencyclo.com/ , Éditions Atlas.

Vários (2001), “Positivism”, in Dictionary of Philosophy, London, Progress Publishers in http://www.marxists.org/reference/subject/philosophy/help/mach1.htm , Data de acesso: 20 de Outubro de 2001.





 


 


 

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