Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2005

Textos criados nas aulas práticas do 1º Semestre – 2004/05


Textos criados nas aulas práticas do 1º Semestre – 2004/05


Diálogo entre Kant e David Hume




David Hume: Olá, tudo bom? 


Kant: Sim, tudo bem! Foste tu que me acordaste do sono dogmático, porque me fizeste ver a importância da experiência no conhecimento do mundo. Comecei a achar muito importante o trabalho feito pelos cientistas. Gostaria de sublinhar aquele que eu considero mais importante, o meu amigo Isaac Newton. No entanto eu acho que tu exageras ao valorizar demasiado o conhecimento através da experiência. Concordas comigo?!



David Hume: Se me permites eu diria que há uma parte de verdade no que dizes, mas não posso aceitar totalmente a tua afirmação. Eu acho que para conhecer o mundo tenho que partir da observação e da experiência. Por exemplo, quando estudamos o calor podemos observar a causa associada a uma sensação, a um efeito. Até aqui eu aceito a validade deste conhecimento. O caso muda de figura quando me aparecem fulanos (Isaac Newton) que estudam algo que não se pode ver (a gravidade) é evidente que a existência de uma força de uma força inobservável. O meu problema é diferente. Vou-te dar um exemplo muito concreto baseado na aplicação da lei da gravidade. Como é que eu posso ter a certeza absoluta que o meu peso corresponde sempre à previsão de Newton. Acompanha o meu raciocínio: a força da gravidade que se exerce sobre um peso de 50kg (que me permite dizer que eu peso 50kg) universalmente aceite e que permite prever antes do fenómeno acontecer, trabalha com acontecimentos baseados em causas não observáveis. Nós não vemos a gravidade. Nós acreditamos na previsão de um fulano chamado Isaac Newton.


Percebes agora porque é que eu não concordei totalmente com a tua afirmação?


Kant: Agora já estou a ver melhor o teu ponto de vista. No entanto, continuo a achar que existe algo que antecede a experiência e a observação indutiva. Talvez valha a pena continuar noutra altura este debate.




Andreia Pereira - Curso de Sociologia – Universidade do Minho – 2004/05


  


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Diálogo elaborado na aula prática de 16 de Novembro de 2004


 Francis Bacon - Olá! Tudo bem? Eu sei que tu te interessas pela ciência. Podes-me explicar o que é que tu pensas sobre este tema (a ciência)?  


David Hume - Olá! É verdade. O tema da ciência interessa-me muito porque gosto de conversar com cientistas. No entanto, tenho sérias dúvidas acerca da gravidade porque é algo inobservável, que não é palpável. Ou seja, pode ser medida, podem-se ver os seus efeitos. Ao contrário do calor, porque se associa a algo concreto. O calor é directamente associado a uma chama. Pode-se ver e sentir a fonte: por exemplo, uma fogueira! E tu Bacon, o que é que pensas deste argumento?



Francis Bacon - Compreendo muito bem o que queres dizer mas há um pormenor que me está a provocar confusão: o que é a gravidade?



David Hume - Ah!! Tens razão!!! Isso é simples: se pensares bem podes verificar que todos os corpos são atraídos para o chão, e esse fenómeno tão simples e evidente pode ser pré (antes) VISTO! Um amigo meu inventou uma palavra que designa uma área de investigação: a física.


A gravidade não foi inventada por ele, ele apenas previu através de leis, de regularidades que se repetem de uma certa maneira passível de ser medida pela matemática.


Sandra Costa nº 44253 - Curso de Sociologia – Universidade do Minho – 2004/05


  


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 Diálogo entre Kant e David Hume


 


Kant – Olá, está bom?



David Hume – Tudo bem! Disseram-me que me consideras como teu mentor, que eu despertei do teu sono dogmático. Porque é que dizes isso?



Kant – Sim, é verdade! Tu obrigaste-me a pensar numa questão fundamental: fizeste-me tomar consciência do conhecimento indutivo, baseado na experiência prática da vida. De facto, o conhecimento clássico de Aristóteles e de Platão era um pensamento baseado em à prioris. No entanto, tu apenas me baralhaste. Não me deste alternativa. Foi por isso que eu te critiquei, classificando-te como empirista. Tu esqueceste-te que há uma face inata no conhecimento. Por isso acho que estás errado ao negar a possibilidade do conhecimento científico.



David Hume – Kant, isso não é bem assim! Mas tens razão numa coisa, eu tenho sérias dúvidas acerca da validade do conhecimento produzido pela ciência moderna. E mais, eu sou um empirista que leva o empirismo até às últimas consequências. Isto significa que a verdadeira fonte de conhecimento é a experiência, aquilo que se pode ver ou sentir. Kant, tu estás errado, porque continuas a dormir, continuas a pensar da mesma maneira, como pensavam os filósofos antigos! Tu e o Newton partem de abstracções, fazem especulações metafísicas sobre fenómenos não observáveis – a gravidade. Como vez, nós não estamos de acordo. Tu continuas o mesmo, não é verdade?



Kant – Estou a entender o teu ponto de vista. Mas não concordo quando dizes que continuo a seguir os filósofos antigos. Nada disso! Eu apenas acho que és demasiado empirista, radical. Não te esqueças que para produzires a tua própria teoria tens que usar o próprio raciocínio.


 


 Mafalda Oliveira – nº 44662 - Curso de Sociologia – Universidade do Minho – 2004/05 


 


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DIÁLOGO ENTRE KANT E BACON


 KANT – Olá, como tens passado?



BACON – Bem, muito obrigado.



KANT – Meu caro, tu és um génio...És o fundador do Método Cientifico.


 BACON – A sério? Eu sou bom, mas nem tanto. Não gozes comigo. Porque dizes isso?



KANT – É verdade. Tu foste o primeiro a defender a ciência baseada na observação, na lógica indutiva. Eu não concordo totalmente contigo.


A parte que eu não concordo é a que se refere à excessiva valorização da observação. Quando tu dizes que tudo se baseia na experiência estás a expor uma teoria. Isto é, todo o conhecimento tem sempre algo de inato, que faz parte da razão humana pura.


Estás comigo ou não?



BACON – Não estou contigo porque tu não leste com atenção o que escrevi . Eu nunca disse que o Aristóteles estava completamente errado. Eu apenas o critiquei porque ele nunca recorreu à observação sistemática da natureza.


O que eu sugeri com a minha teoria sobre o calor, eu não queria formular nenhuma lei absoluta, baseada apenas num numero enorme de observações. Apenas pretendi formular um começo de interpretação para explicar as causas fundamentais do calor. Segundo o meu ponto de vista é originado pela fricção dos corpos.


Salette Sampaio - Curso de Sociologia – Universidade do Minho – 2004/05 (AULA DE 30 DE NOVEMBRO DE 2004 – 2º TURNO)


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Dialogo entre Kant e Bacon 


Kant – Olá, tudo bem? Ouvi dizer que tu inventaste o método científico. Acho interessante essa tua teoria, mas exageras. Tu dizes que o conhecimento se baseia na experiência e que não existe conhecimento antecipatório. Ora, vê bem o que estás a dizer! Quando dizes que o conhecimento é baseado na experiência, estás a usar o teu raciocínio, estás a usar qualquer coisa de inato! Não achas que deves ter cuidado com o que dizes?



Bacon – Eu só acredito naquilo que vejo! Por isso para mim o conhecimento é indutivo. Relativamente à importância que tu dás ao conhecimento antecipatório, acho que estás enganado. Acho que leste com pouca atenção os meus escritos. Eu não sou totalmente indutivista porque, em relação à questão do calor, eu formulei um começo de interpretação. Eu não nego totalmente a importância das interpretações à priori, eu apenas digo que devemos seleccionar as melhores interpretações de forma a evitar aquelas que são deturpadas, que não se baseiam na observação. Foi usando este método, que eu cheguei a um começo de interpretação do calor: este tem como causa a fricção, ou seja, a agitação dos corpos.  


 



Mafalda Oliveira – nº 44662 - Curso de Sociologia – Universidade do Minho – 2004/05 - (turno – aulas práticas - 30/11/04)


 

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